Nada contra a Irlanda, tampouco contra a Guinness. Adoro a cerveja, gostaria de tomar um porre mensal dela. Do mesmo modo (apesar de não conhecer), adoraria passar algumas semanas em Dublim. Gosto demais das bandas irish punk, principalmente Flogging Molly. Acho bacana mesmo, tanto pela ótima sonoridade quanto pelas raízes que estas bandas supostamente reivindicam.
Agora, não consigo admirar em plenitude bandas irish punk brasileiras. Claro, não digo que isto não deve existir, até porque seria incoerência e sou veementemente contra quem queira pautar o punk e as ambições artísticas de quem quer que seja (claro, há limites, mas isto não vem ao caso). Simplesmente não me desce certa sina em ir a “pubs” e captar fotografias forjadas em poses e situações que não se encaixam no modus operandi do punk nacional. Somos o que somos, por que somos, pois somos e sempre seremos. Não há como forjar e há inúmeros empecilhos – questões climáticas, inclusive.
Você até pode tocar algum instrumento celta (por mais que jamais entenderá o significado disto), comprar vasinhos de trevos quatro folhas e rega-los com meia pint de Guinness semanalmente, mas jamais, jamais será e serão tão legais, pesados, poéticos, sinceros e punks como isto:
Por que, depois de uma pedrada destas nos ouvidos, todos aqueles bebês johnson’s cheios de (a)rrebites me parecem mais um príncipe/ex-presidente frustrado por ter um “pé na Senzala”. A não aceitação de sua condição, longe de ser uma simples comodidade, pode ser um primeiro passo para um genocídio cultural. E isto, sim, é inaceitável.

Você não faz ideia do quanto detesto “irish punk” tabajara. Dá vontade de esganar cada membro do Dropkick Murphy’s cada vez que me deparo com essa bizarria – a música quase sempre é horrenda, os caras são patéticos achando que são irlandeses…aliás, lembrei que nunca curti muito o próprio DM. Adoro Flogging Molly, mas amo mesmo Pogues =)
Beijos