A criatividade é algo que descobri na vida nos desenhos da escola, depois na faculdade como disciplina, então, como critério de seleção. Por fim, e não menos distante, como motivo de estranhamento pessoal ou mesmo, de categorização no vulgar “ah, aquele pessoal assim, criativo”.
Criar dia a dia, trabalhar com criação demonstra um grande exercício de inspiração, onde conhecer o macro para se extrair o micro, é fundamental. Não adianta entrar em desespero e sair em uma busca incessante por referências, que estas acabarão por se tornar indiscretamente diretas; é o tal do plágio.
Nessa vastidão de internet categorizada por feeds, há quem ainda acredite que não pode ser encontrado ou ainda “não, impossível alguém achar” ou “é só este detalhe”, em uma inocência beirando a mediocridade.
Dentro do trabalho com imagens, a pregnância da imagem, a fixação do olhar é trabalhada com diversos recursos, em um mapeamento de sentido de leitura, caminho do olhar pela composição… tanto a tipografia, quanto as cores ou a forma fazem a personalidade da imagem composta. E ainda, há quem diga que uma coisa pesa mais que outra… mas enfim.
Fato é que não adianta pegar a forma e mudar a cor, ou melhor, pegar o conteúdo e mudar a forma imediata, que ele vai ser sempre o mesmo. Os sentidos estão ali.
Enfim, vergonha na cara é o que falta em muita gente por ai
