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Fotografias e fraudes na história?

4 nov

Atualizei a figura do cabeçalho do blog. É um detalhe de uma fotografia mundialmente famosa, autoria de Robert Capa.

Esta fotografia foi captada no que é conhecido como “O Dia D“, ou seja, a invasão da Normandia, por tropas aliadas, a fim de livrar o local  – e grande parte da Europa – do domínio da Alemanha Nazista.

Sobre a participação de Robert Capa neste fato histórico, há um site bastante interessante: [link]

Apesar da importância do evento e, consequentemente, da fotografia em questão, esta não é a  mais famosa de Capa. O best seller é a imagem de um combatente da Guerra Civil Espanhola sendo alvejado:

Esta é, certamente, não apenas a fotografia mais famosa de Robert Capa, mas uma das mais famosas da história da fotografia, particularmente do fotojornalismo.

Porém, há alguns meses atrás,  Capa (leia mais) foi acusado de ter forjado a fotografia. Vale lembrar que a denúncia de fraude em fotos históricas é, de certo modo, constante. Não apenas em casos como o de Capa, mas também outros emblemáticos, como a imagem capturada por Joe Rosenthal

Há duas questões que sempre são discutidas na fotografia acima:

  1. A fotografia foi tirada, segundo consta, no 5º dia de batalha das tropas americanas no Japão;
  2. O ato dos soldados não foi espontâneo.

O fato da imagem ter sido produzida no 5º dia de batalha não impediu que a mesma fosse veiculada como propaganda de guerra, simbolizando a vitória norte-americana nas terras japonesas após 35 dias. A imagem serviu como um argumento para o financiamento e apoio da população norte-americana aos esforços de guerra.

Além disto, supostamente já havia uma bandeira no local momentos antes, e a iniciativa dos soldados em colocar outra no local foi por conta de ordens superiores, o que aumentaria a suspeita de uma possível fraude.

Atualmente, a onda do pseudo-revisionismo histórico negacionista se utiliza de supostas discussões técnicas sobre fraudes em fotografias para dar “consistência” às suas teses. No livro de Siegfried Ellwanger Castan, “Holocausto Judeu ou Alemão?”, o autor apresenta uma série de supostas fraudes fotográficas, denúncias com teor absolutamente duvidosos (os argumentos do autor, não as imagens).

Vale lembrar que a denúncia de fraude por parte dos negacionistas é feita por diversos meios, desde a descrita acima, até o caso do “Relatório Leuchter”, onde um suposto engenheiro construtor de câmaras de gás no Estado do Texas comprova a inexistências das câmaras de Auschwitz. Por mais que os argumentos utilizados pelos negacionistas sejam de uma fragilidade técnico-teórica evidente, o fato de utilizarem de mentiras em diversos meios pode forjar uma pseudo seriedade profissional ao público não especializado.

O leitor desavisado que se depara com uma obra que apresenta diversos “profissionais” e se coloca em busca da “verdade histórica”, provavelmente não sabe que casos como de Fred Leuchter Jr. (o suposto engenheiro norte-americano) foram julgados e considerados falsos (o episódio ocorreu durante as batalhas judiciais entre a historiadora Deborah Lipstadt e o negacionista britânico David Irving).

A denúncia de fraudes é constante na história. A idéia que há um terreno obscuro nos fatos históricos, recheados de simbologia e segredos até então desconhecida é um filão comercial de primeira grandeza.

É muito importante que o público que tenha contato com este tipo de material, seja ele verdadeiro ou falso,  saiba que há interesses diversos neste embate, interesses que vão desde a manutenção da memória de vítimas de guerra até o aniquilamento dos sobreviventes.

Compreender os motivos que levam a uma denúncia de fraude é o primeiro passo para que a leitura dos textos seja feita de uma maneira crítica e lúcida.

Sem isto, Siegfried Castan (S.E. Castan) pode ser visto tal qual um autêntico historiador, e não como o maior fomentador de material negacionista e antissemita no Brasil nas últimas décadas, prática que levou este negacionista a ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de racismo (antissemitismo).

Para finalizar, deixo uma fotografia de Capa que encontrei em um blog que acompanho: Rua da Judiaria

Israel60_capa01

Michael Jackson (?)

7 jul

Desta forma ninguém pode me dizer “Você não falou sobre o Rei do Pop!” (ou o Rei do Miojo – instantâneo – pois, em 3 minutos passou de pedófilo, lunático e bizarro para um anjinho da indústria musical).

Pois bem: você sabia que M.J. foi o primeiro visitante do Museu da Tolerância (Visitou-o um dia antes da abertura oficial) ?

A letra original de ‘they don’t care about us‘ continha o seguinte refrão:

“Jew me, sue me, kick me, kike me….”


Jew me = judia; do “verbo” “judiar” (?)

Tal refrão provocou protestos, principalmente do Centro Simon Wiesenthal (provavelmente gerou reclamações o uso do verbo ‘judiar’ , mal visto justamente por remeter aos horrores do Holocausto. Creio que tenha sido este o motivo … mas não tenho certeza!) e, para amenizar o imbrólio, M.J. marcou uma visita ao Museu e retirou tal refrão da letra.
Isto em 1995.

Não vou me alongar no assunto, quem quiser ver até fotos, vá no link abaixo:

[http://www.wiesenthal.com/site/apps/nlnet/content2.aspx?c=lsKWLbPJLnF&b=4441467&ct=7167457]

Relatório Centro Simon Weisenthal – Ódio na internet

23 jun

O Centro Simon Weisenthal, entidade judaica mundialmente conhecida pela luta pelos direitos humanos e ao fim do antissemitsmo, divulgou na sexta passada (dia 19.06 – creio que disponível online somente hoje, 23.06) um relatório analisando a presença de mensagens de ódio, antissemitismo e terrorismo na internet, principalmente nos veículos de redes de relacionamento – Orkut, MySpace, Facebook, Youtube, etc.

Tal relatório não fala diretamente do Brasil (ao menos não constatei isto, dei apenas uma rápida olhada no mesmo), mas apresenta diversos sites que sabemos que há forte movimentação de mensagens racistas e intolerantes, proferidas por brasileiros …

O relatório está disponível no seguinte link: http://www.wiesenthal.com/site/apps/nlnet/content2.aspx?c=lsKWLbPJLnF&b=4441467&ct=7136997
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Há ainda um reportagem intitulda “Hate speech on Facebook: How much is too much?“, disponível em http://news.cnet.com/8301-13577_3-10239926-36.html
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Sobre o Facebook, vale lembra que é o Orkut dos norte-americanos, tamanha a popularidade. Inclusive ganhou certas fatias do mercado de outro site bastante conhecido lá, o MySpace.
Coincidentemente, ontem o escritório do MySpace no Brasil foi fechado.

O orkut, por sua vez, até tem bastante usuários norte-americanos, mas a maioria absoluta é composta por brasileiros, seguidos por indianos…. eu já usei estes três sites e, de acordo com a minha experiência, acho o seguinte: o myspace é muito pesado e voltado para bandas, basicamente … como a internet brasileira é, de uma maneira geral, lenta, acho que em certa parte explica o não sucesso. Já o orkut dispensa apresentações, o tanto de notícia que ouvimos vindo deste site é impressionante ! A quantidade de crimes cometido por eles, nem se fala … o mais assustador, porém, é a falta de preocupação do Google e dos administradores do orkut com os crimes virtuais. Fazem poucas ações, a meu ver.

Já o Facebook parece ser mais organizado, com supervisão de conteúdo … obviamente, materiais escapam, mas não se compara com o orkut. Mas, como sou um usuário ausente deste site, não posso julgar muito.

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Saludos.

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