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boimate de humano

30 ago

por esta nem Hans Staden imaginava…

Mas, certamente se fosse vivo hoje, o velho Staden não acreditaria muito no que diz o Bild um destes tablóides de lá, deve ser do nível do britânico The Sun ou do paulistanesco Folha de São Paulo.

Ocorre que o jornaleco caiu no conto do vigário, publicaram uma reportagem sobre um suposto restaurante rondonense “Filmé” que estaria fazendo a rota contrária ao de Hans Staden. Ao invés de um alemão vir até o paraíso tupiniquim observar as práticas autofágicas, nós os canibais que invadiríamos a praia deles, inaugurando uma filial em plena Berlim.

A notícia, evidentemente falsa, foi veiculada em várias imprensas internacionais, inclusive em algumas emissoras portuguesas. A farsa/erro/barriga foi desmontada em reportagem do Opera Mundi - aqui

Estaria o cargo de Eurípdes Alcântara em risco ? Haja sopa de boimate…

Época, Dilma e o “Boimate” deles de cada dia

15 ago

Ontem ainda, estávamos (os “editores” deste blog) assistindo alguns vídeos do Luís Nassif em palestra no IESB, sobre o famoso “Caso VEJA” e alguns temas correlatos, como a manipulação midiática, o discurso neocon em voga (tardia) nos grandes veículos de comunicação, entre outros.

“Veja” os vídeos:

Parte 1

Parte 2

Um dos pontos discutidos na palestra em questão, foi a crise de valores e qualidade existente na mídia em geral, inclusive nas maiores empresas. Tudo isto ocorre, em parte, pela necessidade existente em “produzir” uma notícia, ao invés de realmente noticiar um fato e tratar de checar os envolidos, etc., (cartilha básica de qualquer jornalismo que se preze).

Um dos casos mais significativos desta falta de critérios e qualidade num jornalismo é o caso do “Boimate” da revista VEJA, um erro célebre na história do jornalismo nacional, onde uma brincadeira de uma revista científica causou uma pequena tragédia editorial.

Sim, a gangue dos Civita acreditou piamente que um tomate com gosto de filé estaria em breve nas mesas do Leblon, Jardins e Higienópolis. “Que delíca…”

Este caso específico poderia tornar-se uma simples anedota, fruto de um estagiário (eles sempre pagam o pato, afinal) qualquer da redação da revista. No entanto, a falta de qualidade em alguns setores da mídia não são condicionados apenas por uma crise de qualidade, mas também de valores. O fino-trato neocon existente em várias destas empresas, acabou por determinar em partes a fundação do chamado “Partido da Imprensa Golpista” (PiG), onde um meio que deveria informar, mesmo que com determinado viés editorial, passar a deformar a informação, isto quando não cria a própria notícia.

Um dos casos mais recentes – e ridículos – disto, é a “Ficha” de Dilma Rousseff.

Absolutamente falsa, foi publicada na página inicial do jornal “Folha de São Paulo” (maior tiragem nacional), buscando construir uma personagem Dilma Terrorista. Por mais que tal fraude tenha sido desmascarada (leia aqui), o estrago persiste.

Obviamente, para setores da mídia a luta contra a ditadura (o que, no caso de Dilma, não implicava em luta armada) é uma mácula do passado, ainda mais se levarmos em conta a relação amorosa desta mídia com a ditadura civil-militar brasileira, principalmente no caso das organizações Globo e da Folha de São Paulo.

O primeiro round da tentativa da Globo (e parceiros do PiG) em destruir a candidatura petista ocorreu em pleno Jornal Nacional, nas entrevistas com os 3 principais candidatos: DilmaMarina e Serra.

O tiro, ao que parece, saiu pela culatra. Até em pesquisa realizada pela DataFolha (!) sobre as intenções de voto, a diferença é significativa. As sirenes soaram, os porquinhos estão gritando… mais uma carta foi lançada:

Neste domingo, chegou às bancas uma reportagem de capa da revista Época (editora Globo) sobre o passado “macabro” de Dilma Rousseff, na qual ela é acusada de lutar contra a ditadura.

O teor da reportagem é praticamente o mesmo que já há algum tempo vem sido produzido por esta turma. No entanto, alguma mente à la Dick Vigarista (aquele que só faz trapaças de quinta categoria e sempre se dá mal) teve uma idéia “genial”: fazer uma imagem/arte de Dilma, comparando-a com malditos comunistas, comedores de criancinhas esperanças.

Eis a criação:

Mais uma vez, o tiro saiu pela culatra. Ao invés de criarem uma imagem esteticamente despresível e aterrorizante, acabaram por gerar algo pop, extremamente agradável e de – raios! – bom gosto. Ouso afirmar que é algo parecido ao ocorrido na campanha de Obama.

Se o resultado será vitorioso aos petistas, só o tempo irá dizer. Mas, que seria interessante uma apropriação desta imagem de Dilma (em transfers, stencil, adesivos e camisetas), isto seria.

Embora seja compreensível (mas não aceitável) que a grande mídia tenha candidatos prediletos, a distorção dos fatos não é algo digno e tampouco democrático. Críticas ao modelo petista tenho diversas, mas pouco se aproximam ao montante das existentes em referência aos “DEM(o)Tucanos”. O inaceitável é a mentira, venha de qual lado for.

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