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I Encontro de Blogueiros Progressistas do Paraná (#blogprog)

10 set

O 1° #blogprog (Encontro de blogueiros progressistas – os famosos blogueiros sujos) que ocorreu, há alguns dias atrás em São Paulo foi um tremendo sucesso, participaram diversos veículos desta autêntica mídia alternativa. Fiquei sabendo, via “Esquerdopata“, que ocorrerá no mês de novembro alguns encontros estaduais, especificamente no Paraná e no Rio de Janeiro.


No caso, do Paraná, onde resido,  o encontro realizar-se-á em Curitiba e, se a agenda e bolso permitirem, a ida do “Outraslinhas” é uma bela perspectiva.

Abaixo, dados do evento, extraídos do EngajArte (um dos idealizadores do evento):

(mais…)

Serra pulador

24 ago

com Serra, a piada já vem pronta

humor, censura, eleições e os pássaros azuis

22 ago

A tal censura sobre humoristas tem sido a tônica dos programas desta linha de atuação, desde o início da campanha política.

A discussão é grande, extremamente válida mas, se não fora do lugar, parece que está sendo trazida à tona em momento não muito oportuno. Repito, não é questão que o tema não mereça debate. De fato, é bastante óbvio que a proposta de limitar o humor (político) seja descabida, mas óbvio também é o uso político-partidário que está sendo feito sobre esta questão.

Apresentam este problema como se fosse fruto de um totalitarismo stalinista iniciado há quase 08 anos atrás com o frio e calculista Luis Inácio Lula da Silva.

O que, no entanto, não é veiculado, é que a lei existe desde 1997. Não é, portanto, fruto do autoritarismo deste maldito Lula, o líder que está a cercear a liberdade de imprensa brasileira, aquele que não abre espaço para críticos, aquele que pede a cabeça de entrevistadores mal-educados.

Tivemos acessso a algumas capas de revistas que seriam lançadas, críticas isentas sobre o presidente, mas que foram sumariamente incineradas pela KGB-SS do PT

Agora, falando sério, é descabido impor a condição de cerceamento dos programas de humor sobre o governo petista, algo que está sendo feito de maneira velada por alguns humoristas. A criação não compete ao moço de barba.

Eis o artigo da lei que define a condição existente até o presente momento:

Art. 45. A partir de 1º de julho do ano da eleição, é vedado às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e noticiário:

II – usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou produzir ou veicular programa com esse efeito;

V – veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro programa com alusão ou crítica a candidato ou partido político, mesmo que dissimuladamente, exceto programas jornalísticos ou debates políticos;

Qual a data da promulgação desta lei? 30 de Setembro de 1997.

Quem sancionou esta lei? O Vice-presidente da república, o avatar de José Serra, o garboso Marco Maciel.

Maciel, gozadinho "como ele", só o Serra (comedor)

Porque ele estava no cargo? Simples, o “príncipe” FHC tinha conseguido, com todo seu charme, bom humor e simplicidade, mudar a constituição brasileira, para que ele pudesse ser reeleito (surfando nas tsunamis da crise econômica de então, diga-se de passagem).

Estava, portanto, em plena candidatura à reeleição. Pergunto-me: alguém se lembra de ter visto algum Casseta reclamando desta lei naquele período?

Eu não me recordo, mas se alguém tiver esta informação, peço que me repassem, pois já estou achando que Marcelo Madureira e sua turminha (massa cheirosa) são colecionadores de aves exóticas (em especial aquelas azuis e amarelas).

Acho que é apenas uma coincidência, né ?Da mesma forma como @marcelotas (o Careca do ABC CQC) “retuitou” esta mensagem:

RT @redemobiliza: Nos vemos hj na passeata “humor sem censura”, Copacabana 15h. Quem ñ puder, assista em http://bit.ly/cpv6BB about 9 hours ago via ÜberTwitter

Coitado, ele é um humorista tão gozadinho, que sequer notou que a @redemobiliza é o antigo @mobilizapsdb

Marcelo Tas em momento "Cansei!"

A mobilização deste povo todo – qualquer seja a linhagem política – é digna. No entanto, seria interessante e mais válido que eles fizessem isto:

  • 1) Desde quando a lei foi sancionada (ou mesmo antes);
  • 2) Fazer tal manifestação antes do processo eleitoral atual (a falta de contato com movimentos sociais impera neste setor?);
  • 3) Ir até brasília protestar (é lá, afinal, onde estão os “responsáveis” pela criatura), e não ficar somente igual um movimento viva-ri(c)o nas areias escaldantes da zona Sul carioca.

E, para os mal-humorados igual eu, fica a dica bloguística: http://hariprado.wordpress.com/

Ps: [Lei N. 9504]

Época, Dilma e o “Boimate” deles de cada dia

15 ago

Ontem ainda, estávamos (os “editores” deste blog) assistindo alguns vídeos do Luís Nassif em palestra no IESB, sobre o famoso “Caso VEJA” e alguns temas correlatos, como a manipulação midiática, o discurso neocon em voga (tardia) nos grandes veículos de comunicação, entre outros.

“Veja” os vídeos:

Parte 1

Parte 2

Um dos pontos discutidos na palestra em questão, foi a crise de valores e qualidade existente na mídia em geral, inclusive nas maiores empresas. Tudo isto ocorre, em parte, pela necessidade existente em “produzir” uma notícia, ao invés de realmente noticiar um fato e tratar de checar os envolidos, etc., (cartilha básica de qualquer jornalismo que se preze).

Um dos casos mais significativos desta falta de critérios e qualidade num jornalismo é o caso do “Boimate” da revista VEJA, um erro célebre na história do jornalismo nacional, onde uma brincadeira de uma revista científica causou uma pequena tragédia editorial.

Sim, a gangue dos Civita acreditou piamente que um tomate com gosto de filé estaria em breve nas mesas do Leblon, Jardins e Higienópolis. “Que delíca…”

Este caso específico poderia tornar-se uma simples anedota, fruto de um estagiário (eles sempre pagam o pato, afinal) qualquer da redação da revista. No entanto, a falta de qualidade em alguns setores da mídia não são condicionados apenas por uma crise de qualidade, mas também de valores. O fino-trato neocon existente em várias destas empresas, acabou por determinar em partes a fundação do chamado “Partido da Imprensa Golpista” (PiG), onde um meio que deveria informar, mesmo que com determinado viés editorial, passar a deformar a informação, isto quando não cria a própria notícia.

Um dos casos mais recentes – e ridículos – disto, é a “Ficha” de Dilma Rousseff.

Absolutamente falsa, foi publicada na página inicial do jornal “Folha de São Paulo” (maior tiragem nacional), buscando construir uma personagem Dilma Terrorista. Por mais que tal fraude tenha sido desmascarada (leia aqui), o estrago persiste.

Obviamente, para setores da mídia a luta contra a ditadura (o que, no caso de Dilma, não implicava em luta armada) é uma mácula do passado, ainda mais se levarmos em conta a relação amorosa desta mídia com a ditadura civil-militar brasileira, principalmente no caso das organizações Globo e da Folha de São Paulo.

O primeiro round da tentativa da Globo (e parceiros do PiG) em destruir a candidatura petista ocorreu em pleno Jornal Nacional, nas entrevistas com os 3 principais candidatos: DilmaMarina e Serra.

O tiro, ao que parece, saiu pela culatra. Até em pesquisa realizada pela DataFolha (!) sobre as intenções de voto, a diferença é significativa. As sirenes soaram, os porquinhos estão gritando… mais uma carta foi lançada:

Neste domingo, chegou às bancas uma reportagem de capa da revista Época (editora Globo) sobre o passado “macabro” de Dilma Rousseff, na qual ela é acusada de lutar contra a ditadura.

O teor da reportagem é praticamente o mesmo que já há algum tempo vem sido produzido por esta turma. No entanto, alguma mente à la Dick Vigarista (aquele que só faz trapaças de quinta categoria e sempre se dá mal) teve uma idéia “genial”: fazer uma imagem/arte de Dilma, comparando-a com malditos comunistas, comedores de criancinhas esperanças.

Eis a criação:

Mais uma vez, o tiro saiu pela culatra. Ao invés de criarem uma imagem esteticamente despresível e aterrorizante, acabaram por gerar algo pop, extremamente agradável e de – raios! – bom gosto. Ouso afirmar que é algo parecido ao ocorrido na campanha de Obama.

Se o resultado será vitorioso aos petistas, só o tempo irá dizer. Mas, que seria interessante uma apropriação desta imagem de Dilma (em transfers, stencil, adesivos e camisetas), isto seria.

Embora seja compreensível (mas não aceitável) que a grande mídia tenha candidatos prediletos, a distorção dos fatos não é algo digno e tampouco democrático. Críticas ao modelo petista tenho diversas, mas pouco se aproximam ao montante das existentes em referência aos “DEM(o)Tucanos”. O inaceitável é a mentira, venha de qual lado for.

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